
Homenagem às vítimas do terror na arcada do café.
Foto de Vipul Agarwal, 30 de Novembro de 2008.
O mais famoso café de Mumbai (Bombaim) e talvez de toda a
Índia reabriu ontem, 30 de Novembro de 2008. Na carnificina de
que o café foi palco 72 horas antes morreram cerca de dez
pessoas, das quais quatro europeus e seis indianos, incluindo
dois empregados de mesa. O proprietário, Farzad Jehani,
declarou querer mostrar assim aos terroristas que nunca
ganharão. O primeiro cliente foi Saleem Sharifally,
acompanhado pela sua filha de seis anos.

Velas pelos mortos no exterior do Café Leopold, 30 de Novembro de 2008
A 26 de Novembro dois jovens islamistas, um dos quais não teria
mais de 17 anos, atiraram duas granadas para dentro do café,
que estava, como sempre, cheio de clientes. Depois completaram
o trabalho no interior com pistolas-metralhadoras AK-47. Antes de
fugirem para o vizinho Hotel Taj Mahal, os terroristas lançaram
mais uma granada para o interior. Cerca de trinta pessoas que
se refugiaram no andar superior conseguiram escapar ilesas.
Ao chegarem ao café, os terroristas islamistas devem ter tido
uma visão muito semelhante a esta abaixo, que é uma foto de
2007. Turistas infiéis a comerem e beberem satânicamente…

Ou uma visão como esta, já de 2008.

Gente pacífica conversando despreocupadamente.
Fundada em 1871, a casa começou por ser uma loja de óleos
e produtos alimentares, transformando-se depois lentamente
num restaurante, café e bar. O aspecto actual do Leopold Cafe
data de 1987. O romance Shantaram, do australiano Gregory
David Roberts, escolheu o Café Leopold como um dos
principais cenários da sua história. A clientela é em maioria
composta por estrangeiros, mas as gentes de “Bollywood”
também o frequentam. Pode consultar-se a lista e mais aqui.