Wednesday, January 28, 2009

lv - Cairo


Café El Fishawy, Cairo

É o café mais famoso da metrópolis que se gaba de ter
mais de 30.000 cafés. Fica no bazar Khan al-Khalili,
na zona mais antiga do Cairo. Reconhecível pelo seu
interior e esplanada cheios de espelhos, é  também
recomendável pelo horário de abertura de 24/24 horas,
sem férias, há mais de 200 anos, diz-se.


Photo by madgrin, flickr


El café de los espejos, by fotografoloco, flickr

Há 240 anos, um homem chamado el-Fishawy (nothing
to do with fish) terá começado a servir café aos seus
amigos e convidados todas as noites, depois das orações
(sobre as implicações religiosas do consumo do café no
Egipto e Médio Oriente antigos, ver o post sobre
Antoine Galland). Assim nasceu Qahwah el-Fishawy, o
café do Fishawy, como já adivinharam. Depois foi
acrescentado ao menu da casa o infalível chá de menta,
bem como o inevitável narguilé, ou cachimbo de água, 
localmente conhecido por shisha.

Como todos os cafés famosos do mundo, também
este conta entre os seus clientes passados ou
presentes escritores, artistas e outras celebridades.
O freguês mais conhecido do El Fishawy é, de longe,
o escritor Naguib Mahfouz (1911-2006), o primeiro
e até agora único prémio Nobel da literatura (1988)
de língua árabe, que tinha neste café o seu poiso
favorito.

 Mahfouz

Um dos seus romances passa-se nas ruelas deste
bazar. Escritor “blasfemo” da estirpe de Salman
Rushdie, mas visado pelos fundamentalistas muito
antes dele, Naguib Mahfouz foi esfaqueado na rua,
aos 83 anos, por um fanático que cumpria uma
fatwa, ordem de um chefe religioso para o assassinar. 
O tal “religioso” terá sido Omar Abdel-Rahman, o
egípcio cego amigo de Bin Laden e inspirador de
várias carnificinas, que foi preso nos Estados
Unidos a seguir ao primeiro atentado contra
as Torres Gémeas (1993) e que, merecidamente, lá
continua atrás das grades. Claro que nega todas as
acusações de que é alvo.

Apesar do corte no pescoço, que o deixou às portas
da morte, Mahfouz viveu até aos 94 anos. Nunca
mais pôde escrever, porque o braço direito ficou
paralizado. Os seus últimos livros tiveram que
ser ditados. Metade da obra de Mahfouz está proibida
nos países de religião islâmica. O romance Awlâd
hâratinâ
(
Os filhos do nosso bairro), de 1959,
não traduzido para português, foi o que lhe valeu a
condenação por parte dos ulemas, porque punha
em jogo personagens egípcios reais, gente comum,
mas representando alegoricamente Deus, Maomé, 
Moisés, Jesus, Caim e Abel. Claro que não foi só
isso que esteve na origem da fatwa: Mahfouz tinha
entretanto chamado ‘terrorista’ ao Ayatollah
Khomeiny e defendido Salman Rushdie contra os
fanáticos que, segundo ele, desprestigiavam o
Islão. Daí que a ordem para matar tenha servido
várias entidades e múltiplos propósitos.

Que ele era muito corajoso, até demasiado, disso
não restam dúvidas. Aqui o vemos em baixo, no seu
passeio diário a pé, sozinho, tal como quando foi
atacado, seis anos depois, por um jagunço religioso.


Mahfouz nobelizado, Cairo, 1988,
Foto Aladin - Reuters


Clientes do café, by dwightfriesen, flickr. 


El Fishawy, foto panorâmica by Mark (LP), flickr

Uma das características dos cafés do Cairo, é que
geralmente não têm portas nem janelas ou, se têm, não
são precisas para nada. O café continua na rua e esta,
com o seu bulício, entra pelo café dentro. Não há
fronteira precisa entre a rua e o café. Se estiverem
calmamente sentados numa mesa de fora e levarem um
encontrão dum transeunte, não se espantem, é normal.
Se levarem uma facada é que já não é muito normal.


El Fishawy. Photo by Zbigniew Kosc (vejam o site dele!) 

Um café modesto do Cairo apenas precisa de algumas
cadeiras, narguilés e um sítio para pousar o copo de…
chá. Veja-se abaixo este ‘café de rua’ cairense, em foto
do mesmo Zbigniew Kosc, fotógrafo polaco-holandês
com atracção pelo Egipto e Médio Oriente. Tem um
bom site com centenas de fotos.   


A street coffeeshop, Cairo, by Zbigniew Kosc

Em baixo, outro café popular do Cairo, Midan
Tahrir, pelo mesmo fotógrafo.


Café Midan Tahrir, by Zbigniew  Kosc

O café El Fishawy tornou-se visita obrigatória dos
turistas, com prioridade até sobre uma ida às
pirâmides, já demasiado vistas. Apesar disso, mantém
um ambiente tradicional e uma freguesia local
que lhe dá todo o carácter. Também se vêem por lá
mulheres, inclusive egípcias, como na imagem abaixo,
a falar no telemóvel.


El-Fishawy Cafe by iDip, flickr 

Ou estas aqui em baixo, a fumar shisha de sabor a
maçã ou alperce.


Photo: ToyBaroness, flickr

Belas mulheres, sempre bem guardadas por mânfios
de barba rija.


Photo: ToyBaroness, flickr

Misteriosas.

Como devem ter reparado, as mesinhas dos cafés
do Cairo em geral são mínimas, apenas permitem
pousar nelas a bandeja com as bebidas. Não se
escreve nos cafés, em geral. Os cafés são para
conversar ou fumar.


Café turco e chá de menta

Curiosamente, as cadeiras do café (ver baixo) são de
tipo vienense, certamente de fabrico local. Todos os
cafés do Cairo as têm, mesmo os mais modestos. Na
foto seguinte, repare-se nos majestosos espelhos
emoldurados em talha de madeira, bem como nas
portas de gelosia e nos candeeiros e candelabros de
latão. Ventoínhas asseguram a saída do fumo do café
para a rua. É o ar condicionado do bazar.


Café El Fishawy. Photo by anktonio, flickr

E para fechar o El Fishawy, que nunca fecha, uma foto
piramidal, já que estamos perto das ditas.


Turkish coffee and mint tea, El Fishawy. Photo: **Elle**, flickr

Posted by J.B. at 23:49:46 | Permalink | Comments (1) »

Friday, January 23, 2009

liv - Edward Hopper


Cafés do Realismo Americano


Detalhe de uma pintura que se tornou ícone de uma
época. Foi pintada nas semanas que se seguiram
a Pearl Harbor. Quem diria?


Outro detalhe
.

É a mais célebre obra de Edward Hopper, Nighthawks. 
O pintor tinha então exactamente 60 anos e ainda mais
25 para viver. O tema seria a solidão dos predadores da
noite nova-iorquina, dizem os interpretadores. A tradução
portuguesa correcta é “Noctívagos”. Em inglês poderia
ser também night birds ou night owls. Mas Hopper quis
chamar-lhes assim: nem pássaros nem corujas, mas
águias. É diferente.
 



Edward Hopper, Nighthawks, 1942. Art Institute of Chicago. 

É uma das imagens mais conhecidas da arte americana
do século XX. Muito se escreveu já sobre ela, bem ou
mal. Há uma data de aspectos sobre que se pode falar,
de facto. Os mais terra a terra destacam, por exemplo, a 
iluminção fluorescente, que começou a ser utilizada
precisamente naqueles primeiros anos da década de 40. 
O quadro marcaria a chegada do fluorescente à pintura
de cenas nocturnas. Tudo bem, mas é pouco. Nem
sequer há a certeza de que fosse luz fluorescente…
 


Ficar a Pé até Muito Tarde, de Gordon Theisen
 

Um tipo chamado Gordon Theisen produziu em 2006 a
obra acima, um livro de 256 págs. a propósito desta
pintura, Staying Up Much Too Late: Edward Hopper’s
Nighthawks and the Dark Side of the American Psyche.

É um trampolim para o autor falar de mil outras coisas,
por vezes interessantes e inteligentes, por vezes idiotas,
como a presidência de George W. Bush, o qual ainda
não tinha nascido quando o quadro foi pintado. Theisen
chega a imaginar uma cena de group sex entre os quatro
personagens da cena de café. Cabotinice! Mas o livro
tem êxito, por isso deve ter algum mérito.

É costume apontar no quadro a ausência de porta no
café ou diner (portuguesmente diríamos snack-bar),
pormenor que aumentaria a sugestão de redoma
produzida pela imensa vitrine e reforçaria a sensação de
incomunicabilidade. Há quem sustente que o barman
está fechado no balcão triangular e que isso teria um
significado qualquer. O pintor negou que tivesse tido 
essa ou outras intenções similares. Há sempre quem
queira ver mais do que aquilo que o artista realmente
põe numa obra de arte. Isso é legítimo, defendem
alguns. As obras de arte tornam-se um património
colectivo. E o que muitos vêem nelas, é porque está lá.
O pior é que muitos outros vêem outra coisa ou o
contrário… Ajudaria talvez saber o que o artista quis
dizer ou provocar com esta imagem. Mas Hopper
era muito lacónico. E quereria ele “dizer” alguma coisa
para além do que lá está?

Muitos discorrem, a propósito de Nighthawks como
do resto da obra de Hopper, sobre a solidão. A solidão
solitária e a solidão acompanhada. É uma leitura facial
e algo rasteira. Onde está uma pessoa só, haveria solidão,
concluem. Vista do remanso do lar, a noite é para os
solitários. Será mesmo assim? E não há solidão em casa?

Responde a isso o mesmo Hopper, com uma pintura de
dez anos antes, que me parece um bom contraponto a
Nighthawks. O detalhe essencial neste quadro, para
mim, é a posição da mulher em relação ao piano, em que
experimenta tirar umas notas só com um dedo. Não há
em Nighthawks uma tão forte sugestão de solidão como
aqui. Lar, doce lar…


Edward Hopper, Room in New York, 1932

A recusa de narrativa é uma marca distintiva de
Hopper, que prefere criar ambientes e suscitar enredos
possíveis na cabeça de quem contempla. A ausência
de narrativa explícita cria um ambiente de mistério
que fascina o observador e pode deliciar o artista,
encantado com o poder que a obra conquista por si
só. Hopper cria ambientes, mas rejeita o drama. Nada
acontece em Nighthawks ou em qualquer outro quadro
dele, nem se prevê que venha a acontecer. “What could
be happening? Nothing. Isn’t that enough?” - perguntou
alguém a propósito das pinturas de Hopper. Bom, de 
facto, não chega. O mistério é que é suficiente, mas
para haver mistério, é preciso criá-lo. Hopper criava-o
com sugestões minimalistas.
 
A famosa Irmã Wendy, narradora de várias séries
televisivas e autora de uma dúzia de excelentes livros
sobre arte, preferiu chamar a atenção, em Nighthawks
para o facto de o modelo de ambos os clientes
masculinos do café ter sido o próprio Hopper e de
o modelo da cliente feminina ter sido a sua mulher, Jo,
com quem o pintor teria uma relação difícil. Jo (de
Josephine) gostaria muito mais de Hopper do que ele
dela, assegura Sister Wendy, a qual, para meu espanto,
leu o diário de Jo, no qual se baseia. Não sei como é
que uma freira reclusa e contemplativa, mesmo
chamando-se Wendy Beckett, sabe tanto (e quis saber
tanto!) sobre artistas, ligações difíceis e noctívagos.
Há curiosidades e afinidades surpreendentes, good
Lord!

A última vez que lá passei, o café estava fechado…

Estou a brincar. Aquilo já foi demolido, claro. O
metro quadrado em Greenwich Avenue está caro.
Os pastiches, citações, paródias e homenagens a
Nighthawks contam-se por centenas.

Passemos adiante. Mais cafés, mais solidão. Repare-se
no título do quadro abaixo: Automat. Não se refere a
nenhum autómato, mas ao local, ao café, certamente
da cadeia Horn & Hardart, equipado com máquinas
distribuidoras de comidas e bebidas que funcionavam
com moedas. A primeira cadeia de cafés “automáticos”
chegou a Nova Iorque em 1912. Foram um sucesso,
porque serviam comida pronta, fresca e apetitosa. Café
com mais de 20 minutos era deitado fora e feito novo.
O moderno fast food (McDonald’s, Burger King, etc)
ganhou a corrida e os Automats desapareceram. São hoje
apenas máquinas de parede em pequenos espaços sem
cadeiras, onde se bebe qualquer coisa de pé e à pressa e
se foge.  


Edward Hopper, Automat, 1927.

O título do quadro serve a Hopper de muleta,
pois aqui só o reflexo da luzes do tecto pode sugerir que
se trata de um Automat. O carácter impessoal do
Automat reforçaria a sensação de solidão. Mas quem nos
diz a nós que a garota não está à espera do namorado?
“Meet me at the Automat”… Lá se vai a teoria da solidão!

Outra visão de um Automat:


Diane Arbus, Two Ladies at the Automat, 1965

Da pintura seguinte Hopper gostava em especial. O
tema seria a incomunicabilidade. Terá mesmo sido?
O título limita-se a destacar um aspecto da imagem,
ignorando o possível drama: “Sol num café”. Hopper
disse uma vez que, como artista, a sua única
aspiração era a de pintar o lado ensolarado de uma
casa. Acredite quem quiser.



Edward Hopper, Sunlight in a cafeteria, 1958.


Uma casa de chá chinesa. Hopper baniu aqui a solidão,
mas não o mistério. Que dirão os interpretadores?


Edward Hopper, Chop Suey, 1929.


©
 Texto de José Barreto

Posted by J.B. at 23:13:01 | Permalink | No Comments »

Sunday, January 11, 2009

liii - Lesser Ury


Os cafés de Lesser Ury



Lesser Ury, Auto-retrato.


aqui coloquei algumas cenas de cafés de Berlim
pintadas por Lesser Ury (1861-1931), artista
impressionista alemão conhecido sobretudo pelas suas 
pinturas de vistas nocturnas de ruas molhadas pela
chuva e cenas de cafés. O seu estilo conheceu algumas
oscilações e regressões, em função da procura e da
crítica, que começou por lhe ser hostil. Tendo feito
parte da Secessão de Munique e Berlim, Ury por vezes
recuava para um jeito mais naturalista, que se vendia mais.



Esquina do Café Bauer, na Unter den Linden, Berlim, cinco e meia
da tarde. Fotocromia ca.1900. Clicar na imagem para aumentar.


O Café Bauer, na Unter den Linden, no centro de Berlim,
que se vê acima numa fotocromia (impressão fotográfica
colorida a partir de negativo preto e branco), foi um dos
cenários mais frequentes das cenas de café de Lesser Ury. 


Lesser Ury, Café Bauer, 1889.


Lesser Ury, Im Café Bauer, 1895.


Lesser Ury, Abend in Café Bauer, 1898.


Lesser Ury, Vor dem Café (Para o café).

Na pintura seguinte, do princípio dos anos 1920, as
luzes do lado esquerdo são muito provavelmente do Café
Josty, um dos locais mais frequentados por artistas e boa
sociedade berlinense, situado na Potsdamer Platz na
vizinhança da Haus Vaterland (Casa Pátria), centro de
espectáculos, entretenimento e restauração cuja cúpula e 
reclamos luminosos se vêem do lado direito.
Tudo isto foi
arrasado pela II Guerra. Durante o comunismo, o Muro de
Berlim passou exactamente por aqui. Este local está hoje
completamente irreconhecível, com a maior concentração de
arquitectura ultra-moderna da Alemanha.


Lesser Ury, Potsdamer Platz, ca. 1920, Israel Museum.


Mais uma cena nocturna molhada, ex-libris de Ury. 

Em baixo, uma estação de metro berlinense, vista de fora.
O metro passa em cima. Por baixo, não sei exactamente o
que temos. Parece uma fila de automóveis parados junto à
estação, com os faróis acesos. Construída em 1902, a
estação art nouveau da Bülowstrasse foi destruída pela
guerra, reconstruída depois desta, encerrada pelo Muro
de Berlim nos anos 60 e reaberta ao tráfico nos anos 90.



Lesser Ury, Hochbahnhof Bülowstrasse, 1922.

Posted by J.B. at 22:42:50 | Permalink | No Comments »

lii - O café redondo


The round coffee house

Trivandrum, Kerala, India



The Indian Coffee House, Trivandrum.

The Indian Coffee House é o nome de uma cadeia de cafés
com cerca de 50 filiais por toda a Índia. Cada um dos cafés
é gerido por uma cooperativa de trabalhadores. Não há, pois, 
a uniformização típica das cadeias de cafés ocidentais tipo
Starbucks - embora estas já tenham chegado em força à Índia
(Barista, Costa Coffee, Coffee World, Café Coffee Day, etc).
Cada café da cadeia ICH, como o aqui figurado, da cidade
de Trivandrum, tem a sua fisionomia e clientela próprias.
Os primeiros datam de 1957 e deveram-se à iniciativa de
um líder operário comunista, A. K. Gopalan, que, recusando
o anunciado encerramento dos cafés do India Coffee Board,
do tempo do domínio inglês, promoveu a sua transformação
numa associação de cafés geridos pelos trabalhadores,
mudando-lhe o nome para The Indian Coffee House.
Curioso facto este, de a primeira cadeia de cafés
indianos resultar de uma rede comercial da administração
colonial recuperada por uma iniciativa
comunista.
 

O ICH da cidade de Trivandrum, no estado de Kerala, foi
fundado em 1958 pelo referido A. K. Gopalan. É notável, se
não mesmo único no mundo, pela sua arquitectura arrojada
em espiral. É uma torre de tijolo redonda, com três andares
em rampa contínua e pequenas janelas triangulares sem vidro.
O ambiente interior é muito bem conseguido, com iluminação
natural, mesas de tampo de mármore esverdeado e bancos
em cimento pintado de preto. Pode tomar-se simplesmente
café ou chá, mas também se pode comer. Para o calor há os
tradicionais ventiladores de tecto, o ar condicionado indiano…


The Indian Coffee House, Trivandrum.


The Indian Coffee House, Trivandrum. 

Mais uma vista exterior (é pena aquela espécie de bairro de lata
à volta da torre, em baixo):


O café redondo rodeado de rickshaws.

Os criados de mesa têm fardas vistosas em todos os cafés
da cadeia IHC.
 Nem sempre estão muito alvas, pelos
nossos critérios ocidentais.
 Olhando para eles, não podemos
deixar de recordar imagens da velha Índia colonial, de que os
cafés ICH são, como vimos, uma remniscência indirecta.

 
The Indian Coffee House, Trivandrum. O criado leva sete pratos.


The Indian Coffee House, Trivandrum.



The Indian Coffee House, Alleppey



A esta meia de leite clara chamam os indianos filter coffee.


Na parede, uma foto de Nehru a beber café. A ortografia do menu é
bastante curiosa.



The Indian Coffee House, Bangalore

Fotos: flickr


©
 Texto de José Barreto

Posted by J.B. at 01:16:28 | Permalink | No Comments »

Thursday, January 8, 2009

li - Saul Leiter


Café Les Deux Magots
by Saul Leiter, Paris, 1959

Les Deux Magots é um célebre café parisiense, a dois
passos do Café de Flore. Foi fotografado há 50 anos
pelo americano Saul Leiter, mestre do abstraccionismo
expressionista (chamam-lhe assim) e das imagens
urbanas de cores saturadas. O assunto principal de
Leiter foi sempre Nova Iorque, mas também andou
pelo mundo. 

 
Para saber mais sobre este fotógrafo que tem hoje 86
anos, ver no sítio do
 costume.


Saul Leiter, Café Les Deux Magots, 1959.


Saul Leiter, Café Les Deux Magots, 1959. As fotos foram tiradas
através da vidraça, vendo-se em ambas o reflexo do fotógrafo.

Saul Leiter é este senhor aqui abaixo. Sem peneiras, 
um grande fotógrafo que não se leva a sério. Para 
ganhar dinheiro, fez fotografia de moda para a Elle
a Vogue e outras revistas. 



Saul Leiter (2008) por Pierre Belhassen. Allez-y voir! Have a look!

A propósito de cafés, outra imagem deste fotógrafo
francês, Pierre Belhassen.


Pierre Belhassen - La lectrice, St Germain, 2007
source: flickr

Mais fotos célebres de Saul Leiter, em Nova Iorque.


Saul Leiter, Reflection, 1955. Parece uma colagem, mas não é..


Saul Leiter, Taxi, NY 1957


Saul Leiter, Snow, 1960. 


Saul Leiter, Haircut, 1956.

Curiosa fusão das cores com o preto e branco numa
única foto:


Saul Leiter, Newspaper Kiosk, 1955

E duas fotos mais antigas, a preto e branco, quando
Saul Leiter ainda não tinha começado a explorar a
fundo a cor. 


Saul Leiter, New York, 1948.


Saul Leiter, New York, 1950.

Outro belo retrato de Saul Leiter, por Sebastian Piras.


Sebastian Piras - Saul Leiter

Posted by J.B. at 18:22:48 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, January 7, 2009

l - Paris again


Paris again

Para juntar ao meu dossier café parisienses a preto
e branco
, aqui vão mais algumas imagens. A abrir,
uma foto de Sieff, de 1975.


Jean-Loup Sieff, Café de Flore, 1975.

A próxima é de Kertész, tirada no Café du Dôme
por uma manhã fria de Inverno, em 1928.


André Kertész, Matin d’hiver, 1928

Tentando ver a foto um pouco melhor


Photo: Ministère de la Culture.

Em noites de Verão o Le Dôme estava bem mais animado,
como se pode ver por esta foto de Brassaï dos anos 30.

Outra vista da esplanada do Dôme, na mesma 
época da anterior.


Café Le Dôme, 1936. Foto: National Geographic.
  
  
E para terminar onde comecei, veja-se este fim de noite
no Café de Flore, anos 50.


Dennis Stock, Café de Flore,1958.

Posted by J.B. at 01:38:42 | Permalink | No Comments »